Esta é a situação: eu, de boa na loga, jogando um pouco de Rayman Origins suave na nave, quando de repente, começa a tocar uma música, mas é uma música que me soa familiar. Devo admitir, que quando eu ouvi essa música, eu parei de jogar só pra ouvi-la com mais atenção. E a primeira coisa que eu pensei logo em seguida foi: “olha só, que bacana”.
Para aqueles que jogaram Rayman Origins na fases do Desert of Dijiridoos, provavelmente ouviram esse chorinho, o bebop brasileiro, composto pelos produtores quando menos esperavam.
Cara, eu adoro Nujabes. Se não fosse por ele, minha curiosidade musical seria muito menor e eu não teria apreciação por músicas mais eletrônicas. Devo dizer que eu fiquei triste quando eu soube que ele morreu no começo de 2010.
Jun Seba (1974 - 2010) Rest In Beats
Mas eu fiquei muito surpreso quando eu descobri que lançaram um álbum póstumo dele, o Spiritual State (2011). Teve uma suposta música vazada alguns meses depois que ele se foi, mas ela é totalmente diferente do novo álbum. Aliás, ela nem está no álbum…
O álbum traz o que o Nujabes sabe fazer de melhor: a perfeita mistura de jazz com hip hop. Claro que não foi ele que finalizou o disco, mas da pra sentir que as pessoas encarregadas desse álbum, produtores e artistas da gravadora Hydeout Productions (que pertenceu ao Nujabes), se inspiraram na parte mais serena da música de Jun para criar um álbum que nos deixassem feliz pela obra e pelo legado de Nujabes.
Segue a famosa análise para cada faixa:
SPIRITUAL STATE: A faixa que mostra a serenidade do disco. Um bonito piano, uma percussão leve e uma bela participação do clarinete tocado por Uyama Hiroto.
SKY IS TUMBLING: Há uma influência mais forte de hip hop nessa faixa, como a batida e a participação do rapper Cise Starr. É uma faixa mais intensa comparado com a música Spiritual State. Parece que esta foi uma introdução para Sky Is Tumbling.
GONE ARE THE DAYS: Uma faixa com um ritmo mais latino, afinal Nujabes já usou samples de música brasileira em outros trabalhos. Uyama Hiroto também participa mas dessa vez com o seu sax.
SPIRAL: Essa faixa parece uma mistura dos instrumentos e estilo de Kumomi com a melodia de Another Reflection. Realmente uma faixa relaxante.
CITY LIGHTS: Um rap feito por Pase Rock e Substantial, velhos de guerra da Hydeout Productions. O rap é “cantado” de uma forma calma que combina com a harmonia da música.
COLOR OF AUTUMN: Apesar de ser uma faixa boa, fiquei um pouco decepcionada com ela pois achei que ela faria algum tipo de diálogo com Voice of Autumn. E ela tem menos de 2 minutos… ela merecia um pouco mais de tempo.
DAWN ON THE SIDE:Apesar da batida mais tendenciosa ao hip hop, ela consegue ser muito relaxante graças as melodias de violão e de flauta.
YES: Minha faixa favorita e a mais longa do álbum. A percussão de entrada é mais forte em relação ao que estava acostumado com o álbum até agora e o rap do Pase Rock parece (pa-re-ce) um pouco desajeitado, mas o refrão consegue ser tão simples e tão memorável ao mesmo tempo. E o piano está muito bom.
RAINYWAY BACK HOME: Traz muitas características de Nujabes mas com algumas coisas nova.
FAR FOWLS: Mais agitada que o resto do álbum, mas com uma instrumentalização que me lembra de Emancipator, também colega de Nujabes.
FELLOWS: Faixa com mais influências de hip hop do álbum, com scratches e samples curtos de piano.
WAITING FOR THE CLOUDS: Substantial mostrando o que ele sabe fazer. Uma faixa bonita graças ao seu piano.
PRAYER: Novamente mais caracterísitcas de Nujabes com coisas novas. A bateria é um pouco mais dura que o normal, o que parece não combinar tanto com as melodias de flauta.
ISLAND: Uma faixa que parece que saiu do álbum Modal Soul Classics II, álbum dedicado ao Nujabes. Acho uma faixa adequada para ser como a última.
Pra mim foi difícil analisar música por música, pois só consigo pensar esse álbum como um todo. Finalizando, o disco não tem aquele jeito único que o Nujabes tem, mas você sente sua influência nos músicos que trouxeram o Spiritual State como uma celebração da vida de Nujabes. Eles trouxeram um álbum belo, um álbum bom. Eles trouxeram o porquê que Nujabes será lembrado para sempre. Rest in Peace.
Regra 19 da internet: Quanto mais se odeia algo, mais forte esse algo fica.
Rebecca Black recentemente lançou o seu mais novo clipe “My Moment”.
Eu posso falar de muitas coisas, como por que eu não ouço a guitarra quando tocam ela, que o dinheiro da produção aumentou para contratar adultos, que mesmo com menos auto-tune a musica não deixa de ser ruim, mas eu só tenho uma pergunta: quem é que está dublando a Rebecca Black?
The Dodos é uma banda de indie rock formada em 2005 por dois manolos de São Francisco: Meric Long (guitarrista) e Logan Kroeber (bateria). Eles tem ao todo 4 álbums: Beware of the Maniacs (2006), Visiter (2007), Time to Die (2009) e No Color (2010) que será criticado nesse post.
Meric e Logan, uma dupla do barulho
O mais interessante dos Dodos é que é possível ouvir uma evolução nos discos deles: Em geral, Beware of the Maniacs pode ser resumido como “Um violão com bons arranjos e uma bateria intensa”. Visiter é “Um violão com melhores arranjos e uma bateria mais intensa”. Time to Die é “Uma guitarra elétrica e uma bateria infelizmente mais controlada”. E como é fica o No Color?
Como o Elvis, o crítico de plantão do Redfone, esta ocupado demais fazendo outras coisas que não sei o que são (é e melhor nem saber), irei fazer uma análise faixa por faixa que nem ele fez em suas outras crítica.
BLACK NIGHT: Somos recebidos por uma bateria tensa mas que se transforma durante a música. Não da para reconhecer a voz do Meric no começo, mas traz o espírito dos Dodos dos seus dois primeiros albúns.
GOING UNDER: Trocou de música? Nem percebi. Começa com num estilo leve: violão e bateria como no Beware of the Maniacs. De repente fica uma loucura: guitarra elétrica e uma bateria doidona. Eu, pessoalmente, a primeira parte da música é a mais interessante.
GOOD: Ok, eu perdoou a segunda parte de Going Under. Good tem um violão incrível e volta a raiz da música dos Dodos com novos elementos, como frases de guitarra e backing vocals de efeito.
SLEEP: Mudou de música? Nem percebi… de novo. Good cria uma ótima base para Sleep, que traz novamente o que os Dodos sabem fazer o de melhor: violão e uma bateria intensa (com direito a backing vocal mais presente). E também o melhor refrão do disco.
DON’T TRY TO HIDE IT: Se pedirem pra você dizer o nome de alguma música do No Color, essa será a última opção. Poderia ser uma faixa do disco Time to Die… infelizmente.
WHEN WILL YOU GO: Comparada ao No Color como um todo, essa é a faixa mais suave do álbum mesmo com a bateria intensa. Mas é uma boa faixa.
HUNTING SEASON: De volta ao estilo Dodos: começa calmo, mas termina no padrão da banda.
COMPANIONS: Essa é a faixa que mais se destaca do álbum por ser a mais diferente, um jeito de tocar que os Dodos nunca fizeram em seus moldes. E pela sonoridade, essa seria a faixa fofa.
DON’T STOP: E assim The Dodos fecham o álbum com chave de ouro. É praticamente o resumo do disco inteiro e de seu estilo musical.
Concluindo, No Color tráz o melhor do The Dodos de uma outra maneira. Eles trazem um pouco do álbum Time to Die, o álbum que ninguém gosta, mas voltam as suas origens que seduz os seus ouvintes.
Eu ia fazer um post falando sobre a evolução do tema de alguém do Street Fighter, mas um maluco no Youtube resolveu fazer uma compilação de todos os temas do Ryu. É uma ótima compilação, ja que resultou em um video de UMA HORA E MEIA!
Sim… é música pra caralho caramba, mas mesmo assim o autor desse vídeo não conseguiu algumas músicas. Segue a lista de todos os temas no video.
Street Fighter II- Ryu theme (Arcade) 0:05
Street Fighter II- Ryu Heavy Damage theme (Arcade) 2:07
Street Fighter II Ryu theme (Sega Genesis) 3:02
Street Fighter II Turbo (beta) Ryu theme (Sega Genesis) 4:52
Street Fighter II Ryu theme (SNES) 7:28
Street Fighter II Ryu theme (Game Boy) -MISSING
Super Street Fighter II Ryu theme with Heavy Damage theme (Arcade) 9:30
Super Street Fighter II Ryu theme (Sega Genesis) 12:14
Super Street Fighter II Ryu theme (SNES) 14:55
Super Street Fighter II Turbo HD Remix Ryu theme 16:52
Street Fighter Alpha Ryu theme (Arcade) 19:42
Street Fighter Alpha Ryu theme (Arranged) 21:44
Street Fighter Alpha 2 Ryu theme (Arcade) 23:54
Street Fighter Alpha 2 Ryu vs Sagat theme (Arcade) 25:45
Street Fighter Alpha 2 Ryu theme (SNES) 28:04
Street Fighter Alpha 2 Ryu vs Sagat theme (SNES) -MISSING
Street Fighter Alpha 2 Gold Ryu theme 30:14
Street Fighter Alpha 2 Gold Ryu vs Sagat theme 32:13
Street Fighter Alpha 3 Ryu theme 34:53
Street Fighter Alpha 3 Upper Ryu theme (GBA) -MISSING
Street Fighter EX Ryu theme 38:11
Street Fighter EX Plus @ Ryu theme 41:04
Super Puzzle Fighter II Turbo Ryu theme 44:29
Super Puzzle Fighter II Turbo Ryu theme (Arranged) 46:43
Street Fighter III New Generation Ryu & Ken theme 49:08
Street Fighter III 2nd Impact Ryu theme 52:28
Street Fighter III 3rd Strike Ryu theme 55:48
Street Fighter III 3rd Strike Ryu theme (Arranged) 58:58
Street Fighter IV Ryu theme 1:02:19
Street Fighter IV Ryu vs Akuma theme 1:05:28
Street Fighter IV Ryu vs Gouken theme 1:07:09
X-men vs Street Fighter Ryu theme 1:09:45
Marvel Super Heroes vs Street Fighter Ryu theme 1:11:58
Marvel vs Capcom Ryu theme 1:13:53
Marvel vs Capcom 3 Ryu theme 1:15:53
Capcom vs SNK Ryu theme 1:17:07
Namco X Capcom Ryu theme 1:20:51
Tatsunoko vs Capcom Ryu theme 1:22:48
Street Fighter Flash Ryu theme 1:25:22
Ah-HA! Agora esse blog é MEU!…acho… Bem, eu resolvi que eu vou escrever nos outros temas quando eu tiver afim, acho que vai ser bacana.
Anyway, eu lhes apresento o filme “Os Grandes Músicos”.
“Os Grandes Músicos” é um mockumentário de 2003 dirigido por Christopher Guest. O filme se trata sobre três bandas de música folk dos anos 60 que se reunem para um show para televisão após décadas sem tocar. O muckumentário mostra a história dessas bandas antes, durante e depois do show.
Como é de esperar, a trilha é totalmente composta de música folk, todas feitas para o filme e compostas pelo o próprio diretor, sua esposa e o ator Eugene Levy.
As três bandas do filme reunidas
1. Old Joe’s Place
2. Just That Kinda Day
3. When You’re Next To Me
4. Never Did No Wanderin’
5. Fare Away
6. One More Time
7. Loco Man
8. The Good Book Song
9. Skeletons Of Quinto
10. Never Did No Wanderin’
11. The Ballad Of Bobby And June
12. Blood On The Coal
13. Main Street Rag
14. Start Me Up
15. Potato’s In The Paddy Wagon
16. A Kiss At The End Of The Rainbow
17. A Mighty Wind
Algumas músicas são compostas com certo teor cômico, mas todas têm uma excelente qualidade musical que impressiona. E impressiona mesmo já que a músca “A Kiss at the End of the Rainbow” foi nomeada ao Oscar como “melhor música” e foi tocada na apresentação dos Oscars em 2004. Essa música também ganhou o Grammy como “melhor música composta para filme” no Grammy Awards 2004.
Hoje, na E3, a Nintendo anunciou a Zelda 25th Anniversary Symphony, concertos da trilha do Legend of Zelda que será apresentado ao redor do mundo em homenagem aos 25 anos da franquia.
Tão bunitinho
Será que vai ter no Brasil? Quando vai começar? Vão tocar todas as musicas? Até as do novo Skyward Sword? E o novo WiiU? Vai ter um novo Zelda nele? E o que a maestra ta fazendo com o Myiamoto nessa foto?
Sim, a Nintendo deixou muitas dúvidas em sua conferência hoje. Mas uma coisa eles não deixaram: a trilha de Zelda é uma das melhores trilhas que existem, e ela merece uma orquestra só pra ela.
Então, para celebrar os 25 anos de Zelda, eu vos trago os melhores covers dessa trilha.
(não podia esquecer do nosso querido brentalfloss, né?)