Música, tempo e espaço.

Saudações aos que aqui chegaram antes desse blog ficar famoso. Ouso dizer que você, provavelmente, entrou aqui por acidente ou algum dos nossos sapientes editores mostrou-lhes o caminho. Como foi explicado, nossa proposta é entrete-los com hardcoreporn o melhor (e o pior) da música e o que ela pode oferecer aos seus timpanos, corpo e alma.

E é isso que eu irei tratar nos meus posts. O efeito da música no individuo. Como vocês, leitores intelectuais, sabem, existem músicas que te fazem querer chorar,  dançar, cantar, recordar…

 E algumas que te fazem querer morrer…

Ou seja, a música que você ouve quando espera no telefone não está lá por acidente, ela é feita especificamente para te deixar mais toleravel a esperar por horas e horas enquanto as empresas de telemarketing te enrolam. Um individuo médio está destinado a gastar, em média, pelo menos um ano sendo enrolado no telefone a sua vida inteira.

 

“ME DE MINHA VIDA DE VOLTA!”

Outros exemplos? Alguns mercados, dentistas, teatros e cinemas, qualquer lugar que te faça esperar X numero de tempo possivelmente tem alguma música de fundo rolando no seu ambiente.

Como isso acontece? Simples.

Nosso cérebro é uma maquina limitada. Sabe esse negócio de “multifuncionalidade”? Total balela, a gente não foi feito pra isso. Quando estamos distraidos com um fluxo continuo de informação (música) nossa capacidade de perceber detalhes é limitada, isso inclui o tempo e o espaço.

Exemplo? Quem foi na Spirit of London (ou outra balada alegre) MUITO provavelmente esbarrou em alguém que dançava como se não ouvesse amanhã… talvez você estivesse dançando e esbarrou em um monte de pessoas.

Claro que a bebida ajuda…

Você também, se não estivesse desmaiado no próprio vômito, provavelmente já deve ter comentado “Nossa, já são 6 horas da manhã! ” ou algo do gênero.

De forma similar, com uma música de fundo em um mercado por exemplo, sua capacidade de pensar “Estou nessa maldita fila faz três horas, será que eu realmente preciso da biografia do Justin Bieber?” é comprometida.

Funciona ao contrario também. Nosso cérebro organiza as memórias em “eventos”, por exemplo, se você esta fazendo uma dissertação enquanto ouve a Eguinha Pocotó seu foco constantemente irá alternar da música para a tarefa (lembre-se, seu cérebro é incapaz de realizar duas tarefas ao mesmo tempo) o que fará com que sua percepção do tempo aumente.

Básicamente, quanto mais atento a duração de alguma coisa você estiver, mais tempo ela vai aparentar levar. É o mesmo principio pelo qual não reclamamos de ter que ficar 8 horas deitados esperando nosso corpo recarregar (ou dormir se você preferir), porque simplesmente não percebemos. E é também por esse mesmo motivo que músicas que odiamos mas conhecemos (as famosas chicletes) parecem durar uma eternidade. Für Elise (Ludwig Van Bethoveen, ou a música do gás como é popularmente conhecida) deixou de ser uma música de espera boa justamente porque era muito usada e se tornou conhecida, logo o tempo parecia aumentar enquanto você a escutava. Eu pessoalmente acho que a música do Creu leva uns 20 minutos.

Bom, é isso por hoje camaradas. Semana que vem o assunto será; “Como a música te deixa mais forte?”

A música recomendada por mim hoje será, porquê não, Für Elise, do genial Ludwig Van Beethoven.

Für Elise – Ludwig Van Beethoven

Have a nice day.

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