CRÍTICA – The Strokes – Angles (2011)

O Strokes está de volta! E mais cool do que nunca. O novo disco é um ótimo pedido para eu ouvir constantemente no meu iPod as pistas de dança nos próximos anos. Mas antes de qualquer coisa, vamos dar um tapa no histórico dos caras para os que são ignorantes musicalmente nunca ouviram falar no The Strokes entendam como chegamos até aqui.

O Strokes é formado por:

  • Julian CasablancasVocais
  • Albert Hammond Jr.Guitarra
  • Fabrizio MorettiBateria
  • Nick ValensiGuitarra
  • Nikolai FraitureBaixo

Surgidos de famílias classe-média-alta, estes cinco meninos de Nova York já estavam inseridos no mundo da música e da mídia antes mesmo de começarem a tocar. Um bom exemplo é o de seu guitarrista, Albert Hammond Jr., filho do famoso e bem sucedido compositor Albert Hammond., além do próprio Casablancas, que é filho de John Casablancas, famoso empresário do ramo da moda.

Mesmo com todas as facilidades , não podemos discutir sobre a qualidade da música dos caras. Com gritantes influências de Lou Reed e dos Stooges, os Strokes fazem um som mais light, porém poderoso. Eles não admitem suas influências, mas parecem gostar da inevitável comparação com o Velvet Underground. Numa entrevista para o portal Terra, Fabrizio Moretti, o baterista (curiosamente um brasileiro), disse: “tem aquela coisa de vender a música (…) então alguns críticos inicialmente nos rotularam assim, e foi ficando. Mas as comparações com o Velvet Underground e outras bandas eu acho legais, pois são todas coincidentemente minhas favoritas”.

A demo inicial dos Strokes foi de cara parar nas mãos de Geoff Travis, um dos mais importantes empresários musicais em atividade, que encaixou a demo no selo “independente” inglês “Rough Trade Records” e a lançou na forma de EP, “The Modern Age”, no início de 2001. “The Modern Age” trazia três faixas que deixariam o público com água na boca pelo o que viria a seguir.

Encarte Rock and Roll

O que veio foi “Is This It?” (pela BMG), um dos melhores álbuns lançados em 2001. “Is This It?” tem tudo o que um bom álbum de rock pode ter.

A começar pelo encarte, uma das coisas mais rock and roll que se viu nos últimos tempos.

Capa de Room on Fire

O segundo álbum veio em 2003. Room on Fire não chegou com tanto alarde quanto o primeiro álbum, mesmo sendo elogiado pela crítica especializada. A banda deixou um pouco de lado o estilo “rock de garagem” e partiu para uma sonoridade mais acelerada, mantendo melodias constantes.

First Impressions of Earth

Em 2006 chega às lojas o 3º álbum dos caras. First Impressions Of Earth tem uma pegada bem diferente dos outros álbuns. A banda começou a experimentar outros estilos de rock, podendo-se dizer até que aderiram ao Indie, uma vez que o álbum não possui um estilo musical constante em todas as músicas.

 

PESSOAS QUE GOSTAM DE STROKES:

Foram 5 anos de longa espera para os fãs e eis que, em 22 de março de 2011, o álbum ANGLES chega às lojas (depois de todos terem ouvido a versão vazada da internet). A banda realmente não é mais a mesma (ainda bem, pois todo Pokemon tem que evoluir, certo?!), a sonoridade se difere bastante dos outros álbuns (principalmente os dois primeiros) e aparece aqui mais madura, melhor trabalhada nas melodias e com vocais muito superiores tecnicamente falando. Esses são só alguns aspectos que podemos destacar, pois a seguir, vocês terão uma (breve) análise faixa-a-faixa (ou melhor, ângulo-a-ângulo) de Angles:

Angles e a sua capa multi-colorida

MACHU PICCHU – A música de abertura é bem gostosa de ouvir, seu ritmo e melodia fluem tão bem que nos dá a impressão que é curta demais (se bem que é um pouco curta sim, assim como o restante do álbum). É uma das melhores do álbum, destaque para as mudanças abruptas de ritmo durante a música.

UNDER COVER OF DARKNESS – A primeira música liberada depois de anos em inatividade causou reações distintas entre os fãs. Uns adoraram o “novo” Strokes, outros torceram o nariz, lamentando por não ser mais como antes (muito chatos exigentes, eles). A música é ótima, tem aquele refrão chiclete que não sai da cabeça e certamente será fixo nos Set Lists dos Shows da banda daqui pra frente.

TWO KINDS OF HAPPINESS – Uma música que combina momentos melancólicos e felizes. Possui um refrão que se assemelha ao clímax de um filme, poderoso e marcante. Uma das melhores, se não for a melhor álbum.

YOU’RE SO RIGHT – Menos inspirada que as anteriores, mas ainda sim uma boa música, You’re so Right é bem ritmada, mas não parece haver uma evolução nela.

TAKEN FOR A FOOL – A música que mais remete ao bom e “velho” Strokes dos dois primeiros álbuns. Certamente será a favorita dos fãs mais saudosistas.

GAMES – É considerada por muitos a música mais fraca do álbum. De fato não é das melhores. O refrão é repetitivo e não empolga muito. Mas instrumentalmente falando é uma das mais inspiradas do disco em minha opinião.

CALL ME BACK – Arrisco dizer que é a melhor do álbum. Impactante e belamente construída. Os vocais do Casablancas aqui aparecem melhor do que nunca, ele dosa muito bem o nível de emoção em cada ato da música. Não me canso de ouvir.

GRATISFACTION – A música mais divertida do álbum possui um refrão chiclete com o ritmo bem pautado, daqueles que se repete em coro com os amigos.

METABOLISM – Outra excelente música, muito bem executada, tanto musicalmente quanto vocalmente. Tem cara de “última música do álbum”, tem um ar de urgência nela, perceptível através da sua evolução, que vai crescendo ao seu decorrer.

Rita Lee, tia do Rock

LIFE IS SIMPLE IN THE MOONLIGHT – A música que fecha Angles tem uma pegada meio Bossa-nova (seria influência do brazuca Fabrizio Moretti?). Fecha de forma bem agradável e leve o álbum. A primeira vez que ouvi lembrei de uma música da Rita Lee…Só não me pergunte qual. (Quem souber, dá um toque aí nos comments, ok?)

 

Enfim, pode-se falar o que quiser sobre o novo disco/álbum/CD dos Strokes, afinal gostos e opiniões são distintos para cada pessoa. Para mim, eles nos deram de presente um trabalho muito foda belíssimo. Digno para uma banda que, há longínquos 10 anos, era intitulada de “A Salvadora do Rock”.

Para terminar, fiquem com o clipe de Under Cover of Darkness. E até breve, meu povo! Semana que vem falaremos da “Fêmea Fatal”, Britney Spears.


Sobre Z_Elvis

Aluno de Publicidade e Propaganda da PUC -SP.
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10 respostas para CRÍTICA – The Strokes – Angles (2011)

  1. tuliomoura disse:

    Curti!!
    adorei o cd, aliás, caso não chegue meu vinil vou protestar de alguma forma…mas enfim,
    seu post ficou ÓTIMO… não é aquela coisa chata de ler, que normalmente é quando falam sobre cds.
    (= parabéns.

    • Z_Elvis disse:

      tuliomoura

      Valew pelos elogios. Continue acessando o blog que toda semana eu posto críticas de álbuns. Aceito sugestões, é só falar.

      Abraço!

  2. muito bom seu post! e, acho que depois dessa sua análise, abrirei mais os olhos pra certas musicas desse novo album dos grandes Strokes!

    • Z_Elvis disse:

      Admirável Gerbo,

      Obrigado! É sempre bom ouvir CD’s com a mente aberta. E numa 2ª, 3ª ouvida, sempre percebemos coisas que uma primeira ouvida deixa passar despercebido…

  3. O primo alternativo.... disse:

    Hahahaha, concordo em numero gênero e grau, principalmente na parte de que “todo pokemon tem que evoluir”, afinal se os caras ficam na mesmice, as pessoas enjoam e reclamam do mesmo jto neh? Os fãs precisam saber que ngm está na msm fase da vida durante a vida inteira, pra escrever e cantar as msms coisas, puta pé no saco issaê…. Falando em bandas que são criticadas por amadurecerem a mudarem, quando vai sair a critica do novo album ao vivo do green day? o awesome as f**k, gravado em shows da turnê que passaram aqui no Brasil…

    Bom, abraços e continuem o trabalho, virei fã (-> não agr, faz tempo já^^)

  4. Mummies disse:

    Esperando pela análise da Fêmea Fatal……

  5. Pingback: CRÍTICA – Britney Spears – Femme Fatale (2011) |

  6. Lucas Barreto disse:

    Muito bom, cara, só que pra mim ‘GAMES’ é uma das melhores.. hehehe.
    até logo.

  7. Marisa disse:

    Muito bom mesmo, =D

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