Tipicamente Brasileiros

Hi =)

Dando continuação aos ritmos da dança de salão hoje vou falar um pouco sobre o pagode e o samba de gafieira, gêneros brasileiros que fazem sucesso por onde passam.

 Pagode

 

O pagode que vou trazer aqui não é aquele pagode meloso que esta fazendo sucesso nas rádios e sim aquele pagode que da vontade de dançar. Confesso que quando comecei a fazer dança de salão não imaginaaaava que era possível dançar pagode a dois, mas para a minha surpresa, SIM É POSSIVEL. É lindo de ser visto e gostoso de ser dançado.

Um ritmo com um pouco mais de dificuldade no aprendizado, assim como o tango, mas quanto mais se dança mais se gosta. Vale o treino e o aprendizado.

O Pagode é originado na Cidade de Salvador, a partir da cena musical do samba dos fundos de quintais, muito comuns no subúrbio da cidade. Esta é a forma pejorativa e preconceituosa que esta palavra assumiu.

Na verdade, o pagode não é exatamente um gênero musical. Pagode era o nome dado às festas que aconteciam nas senzalas e acabou tornando-se sinônimo de qualquer festa regada a alegria, bebida e cantoria. Prova de que o nome em nada tem a ver com o ritmo, é a música Pagode de Brasília gravada por Tião Carreiro em 1959, cuja roupagem em nada lembra nenhuma das variações do samba.

O termo pagode, começou a ser usado como sinônimo de samba por causa de sambistas que se valiam deste nome pra suas festas, mas nunca o citaram como estilo musical.

O pagode designa festas, reuniões para se compartilhar amizades, música, comida e bebida. Surge como celebração do samba em meados do século XIX e se consolida no século XX no Brasil. Mesmo antes já eram celebradas estas festas em senzalas de escravos negros e quilombos. Com a abolição da escravatura e fixação dos negros libertos no Brasil e que têm uma relação intrínseca com o sincretismo de religiões de origem africana, como o candomblé, a umbanda – o pagode se consolida com a necessidade de compartilhar e construir identidade de um povo recém liberto, e que precisa dar outra função ao corpo que até então é somente instrumento de trabalho. Por isso a relação estreita entre música e dança na cultura de origem africana, além do fato de ter a síncopa como principal característica da construção técnica-musical, derivada da percussão marcadora do ritmo brasileiro.

Antigamente, o pagode era considerado como festa de escravos na senzalas. No final da década de 1970,em São Pauloo termo passou a ser associado a festas em casas e quadras dos subúrbios paulistas, periferia paulistanas, regadas a bebida e com muito samba e com muito suingue. A palavra pagode no sentido corrente surgiu de festas em favelas e nos fundos de quintais paulistas que falavam sobre sentimentos (alegrias e tristezas) das pessoas que lá moravam. O pagode se popularizou mais no Rio de Janeiro.

E após a década de 70, começaram a associar o nome pagode aos sambas feitos por grupos musicais, normalmente em músicas com temáticas românticas ou com versos de improviso. Porém o nome que melhor se aplicaria a estes seria o samba dolente e o partido alto.

Nessa época foram introduzidos novos instrumentos principalmente pelo grupo Fundo de Quintal ao cenário do samba como: o repique de mão criado pelo músico Ubirany, o tantã (criado pelo músico e compositor Sereno) e o banjo com braço de cavaquinho (criado por Almir Guineto). Essa nova roupagem ajudou a firmar a idéia de que um novo ritmo surgia.

Com o passar do tempo, o gênero passou a incorporar, às vezes, instrumentos como o teclado (como em “Parabéns Pra Você”, do Fundo de Quintal) e na década de 1990, o pagode ganhou uma roupagem mais comercial, influenciado por outros gêneros como R&B e Soul, Samba-Rock, Funk carioca e Axé music com grandes índices de vendagem.

a influência da música estrangeira estava presente não apenas na sonoridade mas também nas escolha das roupas e utilização de coreografias (presente em grupos americanos como The Temptations e The Stylistics).

Grupos não só baianos, mas também paulistanos e cariocas tiveram um êxito, notadamente por tocarem um estilo mais romântico. Hoje, este pagode comercial convive com o de raiz, e ambos têm sucesso comercial no Brasil.

Samba de Gafieira

 

O Samba de Gafieira é um estilo de dança de salão derivado do maxixe dançado no início do século XX.

Um dos principais aspectos observados no estilo samba de gafieira é a atitude do dançarino frente a sua parceira: malandragem, proteção, exposição a situações surpresa, elegância e ritmo. Na hora da dança, o homem conduz a sua dama, e nunca o contrário.

Diz-se que, antigamente, o malandro da Lapa fazia uso de um terno branco, sapatos preto e branco, ou marrom e branco e, por debaixo do paletó, camisa preto e branca ou vermelha e branca, listradas horizontalmente, além de um Chapéu Panamá ou Palheta – há uma confusão sobre esses dois chapéus, parecidos de longe, porém, de perto, bem diferentes. Dentro do bolso, carregavam uma navalha. A mão sempre ficava dentro de um bolso da calça, segurando a navalha em prontidão para o ataque; a outra gesticulava normalmente; suas pernas não andavam uma do lado da outra, paralelas, mas sempre uma escondendo o movimento uma da outra, como se estivesse praticamente andando sobre uma linha.

Dançando, o dito “malandro” sempre protege sua dama, dando a ela espaço para que ela possa se exibir para ele e para o baile inteiro ao seu redor e, ao mesmo tempo, impedindo uma aproximação de qualquer outro homem para puxá-la para dançar. Daí também a atitude de se sambar com os braços abertos, como se fosse dar um abraço, além de entrar no ritmo da música, proteger sua dama. A principal figura do samba de gafieira é o gancho, que, como o próprio nome diz, pode ser utilizado como início de um passo, ligação para outro passo ou até mesmo para finalização de uma frase de passos.

O samba de gafieira, enquanto gênero musical, inclui o samba-choro e o samba de breque.

Samba

Subgêneros Bossa nova · Pagode · Partido-alto · Samba-batido · Samba de breque · Samba-canção · Samba-chulado · Samba-corrido · Samba-enredo · Samba-exaltação · Samba-raiado · Samba de roda · Samba de terreiro
Gêneros de Fusão Samba-choro · Samba-funk · Samba de gafieira · Sambalanço · Samba jazz · Samba-maxixe · Samba-rap · Samba-reggae · Samba-rock · Sambalada · Sambolero
Artistas Grupos de samba · Intérpretes de samba · Compositores de samba  · Intérpretes de samba-enredo

 

Depois de ler não dá até uma vontade de ligar o rádio e começar a dançar, ou melhor, de sair para dançar. Então que tal aproveitar o final do feriado e ir “bailar”. Adooooooooro.

“Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho.” (Wayne Dyer)

Música da Semana: Britney Spears – Till The World Ends

Beijos e bom final de feriado.

Obs.: semana que vem vou dar uma pausa nos ritmos de dança de salão e falar um pouco de B-A-L-A-D-A ;D

Esse post foi publicado em Shake, move, pulse, ... DANCE e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s