Coquetel musical

 Saudações pessoas! Vamos falar de alcool!

Eu suponho que todo mundo aqui que já tenha consumido alcool (ou seja, todo mundo mesmo) também já tenha tentando brincar de alquimista e feito umas misturebas, desde o clássico energético com Vodka até o lendário Tang de goiaba com alcool Zulu.

Ou a Maria Fogosa

Pois bem! Saibam que, além dos citados, existe outro ingrediente que sempre acompanha uma boa bebedeira, você geralmente não percebe mas ele está sempre lá fazendo sua cabeça e te convencendo a beber mais e mais, e não, não estou falando daquele seu amigo bebado que sempre acaba vomitando.

Como você é para seu amigo bebado

Estou falando, óbviamente, de música. (Sim, esse é um blog sobre música, eu poderia estar falando mais do que?).

A música não somente afeta o quanto você bebe mas também o que você bebe, como todo publicitário ou vendedor que se preze sabe, grande parte do ato da compra ocorre na hora que o inviduo esta comprando, por exemplo, você entra em um ambiente, seja em um bar ou a parte de bebidas em um mercado, e a seguinte música está tocando;

Óbviamente Erik Satie vai remeter o consumidor mais ao “vinho caro” do que a pinga do Bar do Antonio. 

Baladas e bares por sua vez, atráves de músicas rápidas, incentivam o consumo de alcool, isso todo mundo sabe, mas o contrário também funciona, restaurantes caros (do tipo que eu não frequento porque sou um estudante pobre) geralmente tocam músicas mais lentas e relaxantes (como a mostrada acima) e também conseguem vender muita bebida.

Afinal, os ricos também ficam bebados.

Isso acontece porque o tempo da música afeta diretamente o seu sistema nervoso, básicamente, música rápida te faz mais rápido. Você come, bebe e desmaia mais rápido. Músicas lentas e relaxantes fazem o inverso, você janta o seu jantar caro com seu vinho caro beeeeem lentamente enquanto a todo momento o garçom, que agora é seu melhor amigo, enche seu copo. Considerando que certos vinhos chegam a custar mais que R$100,00 a garrafa…

"A conta senhor... Você esta bem?"

Além disso, um estudo conduzido pela universidade Heriot Watt (http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/7400109.stm) mostrou que a música consegue mudar o gosto de determinadas bebidas. A pesquisa, feita no próprio campus da universidade, consistia nos pesquisadores oferecendo um copo taça de vinho grátis para os estudantes com uma música de fundo qualquer e depois pediam a opinião do estudante sobre o vinho consumido. (Não preciso nem dizer que a pesquisa foi um sucesso)

Isso é tão verdade que algumas empresas de vinho chegam a vender músicas feitas especialmente para incentivar o consumo e melhorar o gosto de suas bebidas. Alguns vinicultores (o cara que encomendou a pesquisa acima por exemplo) chegam até a tocar cantos gregorianos para seus vinhos durante o processo de fermentação. Eles também cantam músicas de ninar e contam histórias.

Então é isso pessoas. Quando forem tomar aquela cevada, tentem prestar atenção na música de fundo e como ela afeta sua escolha. E tome cuidado se você estiver ouvindo Rebecca Black e bebendo.

Recomendação músical do dia;

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